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quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Tiggo 7 PHEV caiu de preço: vale mais que Song Plus e H6?

CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 caiu para R$ 189.990 e ganhou autonomia elétrica. Comparei com Song Plus DM-i e Haval H6 PHEV35 no preço por km elétrico.

Carolina Lemes 6 min de leitura
Cabo de recarga conectado a SUV híbrido plug-in em ambiente urbano
Cabo de recarga conectado a SUV híbrido plug-in em ambiente urbano

Em junho, a CAOA Chery baixou o preço do Tiggo 7 PHEV de R$ 219.990 pra R$ 189.990 — corte de R$ 30 mil num carro que já era o híbrido plug-in mais barato do catálogo nacional. O estranho não é o desconto. É que, junto com o preço menor, o carro passou a rodar mais km no modo elétrico do que a versão anterior, com uma bateria menor. Ninguém compara essa conta com o resto do mercado, e ela muda a resposta de quem está escolhendo entre os PHEVs de até R$ 300 mil vendidos no Brasil hoje.

O que pesa na decisão entre os três PHEVs mais baratos do mercado

Quem pesquisa híbrido plug-in até R$ 300 mil no Brasil hoje esbarra basicamente em três nomes: o Tiggo 7 PHEV recém-reestilizado, o BYD Song Plus DM-i (com duas versões de bateria) e o GWM Haval H6 PHEV35. Os três prometem rodar boa parte do dia sem tocar no motor a combustão, mas resolvem a equação preço-autonomia-potência de jeitos diferentes. Três critérios decidem qual faz sentido pro seu uso: preço de entrada, autonomia elétrica declarada e potência combinada — o que define se o carro é ágil ou só econômico.

O detalhe que a ficha técnica isolada não mostra é o quanto cada fabricante cobra por cada quilômetro de autonomia elétrica prometida — e é aí que o Tiggo 7 PHEV reestilizado vira notícia.

Ficha técnica lado a lado: preço, potência e autonomia elétrica

A CAOA Chery trocou o conjunto mecânico do Tiggo 7 PHEV: saiu o motor de 317 cv e 56,6 kgfm (0-100 em 6,8s), entrou a nova geração de motores SHS, com 279 cv e 37,5 kgfm (0-100 em 7,8s) — mais lento, sim, mas com bateria de 18,4 kWh (contra 19,3 kWh da geração anterior) rendendo 68 km elétricos declarados, 5 km a mais que antes, e autonomia total acima de 1.000 km com o tanque cheio (Auto+ TV, 01/06/2026; Carros e Garagem, 01/06/2026).

ModeloPreçoBateriaAutonomia elétrica declaradaPotência combinada0-100 km/h
Tiggo 7 PHEV 2027R$ 189.99018,4 kWh68 km279 cv7,8 s
Song Plus DM-i (Plus)R$ 249.99018,3 kWh63 km235 cv7,9 s
Song Plus DM-i (Premium)R$ 299.80026,6 kWh87 km324 cv5,2 s
Haval H6 PHEV35R$ 289.00035,4 kWh119 km393 cv4,9 s

Fontes dos preços e fichas: Auto+ TV, ficha completa do Song Plus DM-i 2026 e teste real de estrada do Haval H6 PHEV35 publicados aqui no blog.

O que salta aos olhos: o Tiggo 7 PHEV, sendo R$ 60 mil mais barato que o Song Plus Plus, entrega 5 km a mais de autonomia elétrica declarada. Não é pouco pra quem está comparando preço de entrada. Em compensação, ele fica atrás dos três rivais em potência e aceleração — o 0-100 mais lento do grupo, empatado com o Song Plus Plus.

O cálculo que ninguém mostra: quanto custa cada km de autonomia elétrica

Divulgação de montadora sempre foca em km elétrico prometido ou em preço isolado, nunca nos dois juntos. Fiz a conta simples de preço sugerido dividido pela autonomia elétrica declarada — quanto cada modelo cobra, em reais, por quilômetro de rodagem 100% elétrica prometida:

ModeloPreço ÷ km elétrico declarado
Haval H6 PHEV35R$ 2.429/km
Tiggo 7 PHEV 2027R$ 2.794/km
Song Plus PremiumR$ 3.446/km
Song Plus PlusR$ 3.968/km

O Haval H6 PHEV35 vence essa conta porque despeja bateria grande (35,4 kWh) num preço que ainda cabe abaixo dos R$ 300 mil. Mas o Tiggo 7 PHEV é o segundo melhor nessa métrica e, sozinho, custa R$ 100 mil a menos que o Haval — pra quem não tem esse orçamento todo, ele é o melhor negócio real do grupo, não só o mais barato.

Vale um alerta que já expliquei ao testar o Haval H6 PHEV35 na estrada: autonomia declarada não é autonomia real. No meu test-drive de maio, o PHEV35 perdeu entre 12% e 25% da eficiência nominal em uso urbano com ar-condicionado e trânsito, ficando entre 88 e 102 km reais dos 119 km declarados. Aplicando a mesma faixa de perda ao Tiggo 7 PHEV — não é o mesmo carro nem o mesmo teste, é uma extrapolação minha pra dar ordem de grandeza —, os 68 km declarados provavelmente encolhem pra algo entre 51 e 60 km reais no dia a dia de cidade brasileira. Ainda dá pro trajeto casa-trabalho médio (o IBGE aponta deslocamento diário majoritariamente abaixo de 40 km nas capitais), mas quem mora longe do trabalho sente a diferença.

Minha escolha e por quê

Se o orçamento pára em R$ 190 mil, o Tiggo 7 PHEV é a escolha óbvia — não existe concorrente plug-in mais barato com autonomia elétrica competitiva hoje no Brasil. Se o orçamento sobe até R$ 289 mil, o Haval H6 PHEV35 ganha na conta fria: mais potência, mais autonomia, melhor custo por km elétrico — e eu rodei 380 km com ele numa serra pra confirmar que o número do catálogo não é fantasia, só otimista. O Song Plus só faz sentido pra quem já decidiu que quer BYD por rede de assistência ou recompra de usado — em ficha técnica pura, ele perde dos outros dois nas duas pontas do orçamento.

Quem roda praticamente só cidade, sem trecho de rodovia longo, aproveita melhor a vantagem elétrica de qualquer um dos três — é o que já mostrei ao comparar HEV e PHEV no trânsito parado das grandes cidades, onde a diferença pro flex é mais consistente do que em rodovia livre.

Um fator que pesa na conta total e que a ficha técnica não mostra: o benefício de IPVA pra híbrido plug-in varia demais entre estados, e pode compensar (ou anular) parte da diferença de preço de entrada — vale conferir quais estados dão desconto ou isenção de IPVA pra híbrido antes de fechar o financiamento, porque isso muda a conta de estado pra estado.

FAQ

O Tiggo 7 PHEV precisa de wallbox pra carregar?

Não é obrigatório. A bateria de 18,4 kWh carrega em tomada residencial comum (220V), só que mais devagar — geralmente entre 6 e 8 horas pra carga completa. Um wallbox de 7 kW reduz esse tempo, mas não é pré-requisito pra usar o carro no dia a dia.

O Tiggo 7 PHEV tem rede de assistência técnica boa no Brasil?

A CAOA Chery expandiu a rede de concessionárias nos últimos anos, mas ainda é menor que a da BYD. Antes de comprar, vale checar a distância até a concessionária autorizada mais próxima — peça de reposição de PHEV chinês recente pode demorar mais que peça de HEV consolidado como Corolla Cross.

Qual desses três PHEVs tem o maior porta-malas?

O Tiggo 7 PHEV declara 484 litros, ficha que costuma superar a do Song Plus na configuração PHEV (bateria maior tira espaço em qualquer plug-in). Confirme o dado exato de cada versão direto na concessionária, porque a capacidade muda dentro da mesma linha.

Fontes

C

Escrito por

Carolina Lemes

Cobertura editorial independente de carros elétricos e híbridos no Brasil — autonomia real, recarga, montadoras e custo total.

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